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A Importância do Método

Postado 2015/08/01

Pelo menos uma vez você já deve ter escutado alguém falar que fulano é muito metódico e por isso é uma pessoa insuportável. De outra forma, também deve ter ouvido alguém comentar que sicrano trabalha com método, a qualidade é a marca de tudo o que faz. Afinal, ser metódico é defeito ou virtude?

1.      Introdução

Pelo menos uma vez você já deve ter escutado alguém falar que fulano é muito metódico e por isso é uma pessoa insuportável. De outra forma, também deve ter ouvido alguém comentar que sicrano trabalha com método, a qualidade é a marca de tudo o que faz. Afinal, ser metódico é defeito ou virtude?

A presente provocação poderia nos arrastar para uma discussão interminável, permeada por uma sequência de argumentos, aparentemente consistentes, apresentados por ambos os lados envolvidos no debate. O propósito deste artigo não é fomentar este tipo de discussão, mas simplesmente discorrer sobre a importância do método como poderosa ferramenta de suporte na implementação da estratégia, bem como demonstrar, através de exemplos pinçados na História e na Natureza, que é possível a coexistência de Método e Criatividade de forma eficiente e harmoniosa.

 

2.     Exemplos na História

2.1  O Método na Guerra

É impossível discorrer sobre arte bélica sem se lembrar de Esparta, uma das principais cidades-estado da Grécia Antiga. Dentro do Estado espartano, a formação guerreira sempre teve papel de destaque.

A característica bélica e disciplinada de Esparta não surgiu aleatoriamente. Sujeitos ao intenso treinamento militar desde a infância, os espartanos formaram uma das mais temidas forças militares na história da humanidade.

Dentre todos os povos guerreiros, destacaram-se no estudo, compreensão e domínio do medo. Faziam disso uma ciência (phobologia) e desenvolviam métodos e treinamentos específicos para lidar com o medo, seja para dominá-lo e não ser por ele dominado, ou para infundir o terror no inimigo. A organização, aparência e estrutura cerrada de suas falanges tinham a função de infundir o medo no oponente.

Com esta finalidade, utilizavam várias técnicas: poliam a exaustão seus escudos, elmos e as pontas de suas lanças.  Ao longe, as armas dos espartanos, como espelhos, refletiam o sol de maneira cintilante, dando a impressão ao inimigo que sua formação era composta mais de bronze e ferro do que de homens.

Sobre seus elmos, uma altiva crista de crina de cavalo, tinha por objetivo dar a impressão de uma estatura mais elevada e intimidadora do que a que tinham e ainda lhes conferia um aspecto de terror difícil de ser transmitido em palavras.

Também o desenho dos seus elmos fazia parte desse teatro de horror. As fendas para os olhos, que não permitiam que estes fossem vistos, com a proteção nasal de bronze da largura de um dedo e as largas maçãs do rosto, lhes davam o aspecto de uma falange de autômatos, de criaturas desalmadas, vindas diretamente do inferno, para disseminar a morte de forma impiedosa. Suas lanças perfeitamente alinhadas na posição vertical, imóveis, denotavam a segurança de quem iria destruir o inimigo.

 O emprego do método que conferiu sentido de unidade às linhas espartanas e de todo o seu exército foi determinante para o seu sucesso na guerra, assegurando para sempre seu lugar na História.

 

2.2  O Método no Esporte

 Os alemães sediaram e venceram a Copa do Mundo de futebol de 1974, mas foi a Seleção Holandesa treinada por Rinus Michels, considerado o inventor do “Futebol Total”, que surpreendeu a todos, quebrou paradigmas e entrou definitivamente na História. Até então, as equipes de futebol seguiam, salvo pequenas variações, um esquema tático no qual, seus jogadores guardavam suas posições no espaço do campo e desempenhavam com certa rigidez as funções de defensor ou atacante definidas pelo treinador. A Seleção da Holanda, a exemplo de um bando de estorninhos - pássaros dançantes que executam um estonteante bailado no céu – movia-se em campo como um bloco monolítico, um conjunto harmonioso dotado de impressionante dinâmica rítmica que parecia ocupar todos os espaços dentro das quatro linhas. Toda aquela desordem aparente, que desnorteava seus adversários, escondia, na realidade, um exaustivo trabalho de treinamento e disciplina para viabilizar o método concebido e praticado pelo Ajax, time diversas vezes campeão da Holanda e que foi a base daquela inesquecível seleção que ficou conhecida como a “laranja mecânica”.

Mais recentemente, o time do Barcelona da Espanha, desenvolveu um método (Tic-Taca) que requer intenso treinamento para sua execução, pois consiste numa incrível sequência de passes curtos, rápidos e precisos que, além de impingir um impiedoso cansaço no adversário, também lhe reserva não mais que 20% de posse da bola, aproximadamente.

Esse método “espartano” que exige dos atletas um preparo físico acima da média, ajudou a equipe do Barcelona a ganhar algumas vezes a Champions League da UEFA e contribuiu para que a Seleção de Futebol da Espanha conquistasse em 2010 o inédito título de Campeã do Mundo.  

 

3.      O Método na Natureza

a. O João-de-barro (Furnarius rufus), também conhecido como forneiro ou “arquiteto sem diploma” é um pássaro um pouco menor do que o sabiá e se destaca por ser um exímio construtor. Seu ninho tem o formato de um forno e é construído, de forma compartilhada pelo macho e pela fêmea, no alto de postes, nos troncos de árvores, paus de currais, etc...

Extremamente habilidoso e paciente, constrói seu ninho amassando com as patas e o bico, pedaços de barro misturado a esterco, palha e gravetos, seguindo a risca um cronograma e método natural, durante aproximados 18 dias. De formato arredondado (30 cm de diâmetro e paredes com espessura de 5 cm) a construção possui dois compartimentos:

A entrada - sempre contrária à posição dos ventos e da chuva - que permite ao pássaro entrar sem ter de se abaixar e, apartado por uma espécie de divisória, o interior do ninho propriamente dito.

O processo meticuloso e padronizado instintivamente seguido pelo João de Barro na construção de seu ninho é um bom exemplo da presença marcante do método verificado na Natureza.

 

b. No campo científico da Biomimética, um dos produtos naturais que mais chamam a atenção é a teia de aranha. Em todo o mundo cientistas tentam copiar as propriedades de sua seda visando utiliza-la nas mais diversas aplicações e, de maneira muito mais persistente, tentam, ainda, conseguir reproduzir em larga escala o método que as aranhas utilizam para fabricar a teia.

Tal método cumpre uma sequência (passo-a-passo) natural a partir do primeiro fio, detalhada abaixo:

1º construção do fio inicial

2º construção do segundo fio no formato em arco

3º construção dos três primeiros raios da teia

4º construção da armação para suportar os demais raios da teia

5º construção dos diversos raios da teia

6º construção da espiral

Trata-se, portanto, de mais um exemplo emblemático do emprego do método na Natureza.

 

4.      O Método na Expansão das Cidades

 Um dos maiores desafios enfrentados na atualidade pelos gestores na Administração Pública é o planejamento da expansão das infraestruturas complexas e necessárias ao bom funcionamento das cidades. São exemplos as redes de telecomunicações, de distribuição de energia elétrica, de abastecimento de água potável e de coleta de esgotos, de transporte público, etc...

A ausência de um método de planejamento mínimo para atender de maneira eficiente e racional estas demandas essenciais é a origem principal dos enormes problemas vivenciados pela população que reside nos grandes centros urbanos.

  

5.      O Discurso sobre o Método (René Descartes)

Considerando que no presente artigo discorremos sobre a importância do método, nada mais oportuno e pertinente que, ao concluí-lo, relembremos os quatro preceitos do DISCURSO SOBRE O MÉTODO para Bem Guiar a Razão e Buscar a Verdade nas Ciências, elaborado por René Descartes quando contava apenas vinte e três anos de idade:

1º- Não receber nunca coisa alguma como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente ser tal, de forma a evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção.

2º- Dividir cada uma das dificuldades que eu houvesse de examinar em tantas parcelas quanto pudessem ser e fossem exigidas para resolvê-las melhor.

3º- Conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de serem conhecidos, para subir pouco a pouco como por degraus até o conhecimento dos mais compostos, e supondo mesmo certa ordem entre os que não precedem naturalmente uns aos outros.

4º- Fazer por toda parte enumerações tão completas e revistas tão gerais, que eu ficasse certo de nada omitir.

Nas palavras do próprio Descartes, o que mais o contentava no presente método era que por ele estava certo de usar em tudo sua razão, senão perfeitamente, ao menos da melhor maneira que em si coubesse, além de sentir que o emprego dele acostumava pouco a pouco seu espírito a conceber mais clara e distintamente os objetos que estudava.


6.      Referências

Os Espartanos – Instituto Internacional de Artes Marciais Filosóficas. Disponível em http://www.bodhidharma.com.br/index.php/a-cultura-marcial/78-7-os-espartanos

RODRIGUES, C. H. Ferreira et al - A Natureza Cria, Conserva e Ensina. Disponível em  http://revistas.unibh.br/index.php/dcet/article/download/358/185

MONTENEGRO, Rivellino V.D. - A Teia da Aranha - Disponível em http://revistas.unibh.br/index.php/dcet/article/download/358/185

DESCARTES, René – Discurso Sobre o Método -  Editora Forense, Rio de Janeiro, 1968

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