Muitas pessoas acreditam que o estresse no trabalho é apenas consequência da pressão por resultados. Mas a realidade é mais complexa. Nos últimos anos, diversos fatores passaram a atuar simultaneamente sobre os profissionais:
- Estruturas mais enxutas e maior complexidade das atividades;
- Excesso de informações e conectividade permanente;
- Mudanças constantes e ciclos cada vez mais rápidos de transformação;
- Sobrecarga de decisões e sensação de imprevisibilidade;
- Pressão por produtividade em um ambiente altamente competitivo;
- Falta de clareza, reconhecimento e autonomia;
- Enfraquecimento dos vínculos profissionais e do senso de pertencimento.
Mas existe um fenômeno menos conhecido que também merece atenção: o Boreout. Enquanto o burnout surge pelo excesso de pressão, o boreout aparece pela falta de desafios, de aprendizado e de participação nas decisões. Em outras palavras: o ser humano sofre tanto quando está sobrecarregado quanto quando sente que seu trabalho perdeu significado. Os impactos organizacionais são visíveis:
- Queda de produtividade
- Erros operacionais
- Conflitos interpessoais
- Aumento da rotatividade
- Absenteísmo
Por trás desses sintomas geralmente encontramos cinco causas principais que afetam as pessoas:
- Muito desafio → Burnout
- Pouco controle → Impotência
- Pouca recuperação → Exaustão
- Pouco propósito → Desengajamento
- Pouco desafio → Boreout
A boa notícia é que o problema raramente está apenas nas pessoas. Muitas vezes ele está na forma como o trabalho é organizado. Por isso, uma pergunta importante para reflexão é: Qual é hoje a sua maior fonte de estresse no trabalho? A resposta pode revelar não apenas um problema individual, mas uma oportunidade de melhoria para toda a organização.
